terça-feira, 25 de março de 2008

ENXAQUECA

A enxaqueca é uma condição clínica por vários graus de dores internas na cabeça. Por vezes uma dor no pescoço ou na cervical é também interpretada como enxaqueca. A enxaqueca resulta da pressão exercida por vasos sanguíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente.
O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos. O termo cefaléia é também utilizado para designar qualquer dor de cabeça, podendo, no entanto, ser uma enxaqueca ou não (de facto, por vezes, a cefaléia ou dor de cabeça pode não ser uma doença mas um sintoma de outra, como um tumor cerebral, uma meningite, um derrame cerebral ou sinusite aguda, etc...).

* Causas:

As cefaléias podem ter varias causas como: tensão da musculatura do pescoço, ombros, crânio e face, hipertensão arterial, problemas neurológicos, disfunção tempromandibular, depressão, ansiedade, etc. A cefaléia mais comum é a do tipo tensional, causada pela tensão dos músculos do pescoço, crânio, face e retração do diafragma. Os motivos para o início de uma enxaqueca são desconhecidos na generalidade e variam de pessoa para pessoa. Algumas pessoas sofrem de enxaqueca quando estão nervosas, inalam algum cheiro forte, com fome, expostas a tensão, ou desidratadas, outras a enxaqueca está relacionada com alergias alimentares (ao chocolate , por exemplo).

* Tipos de Enxaqueca:

Pode-se dividir básicamente a enxaqueca em suas formas ditas com aura e sem aura. A aura seria um fenômeno neurológico específico, como a ocorrência de escotomas, alterações visuais, que em geral precedem em minutos o aparecimento da dor. Nem sempre esse tipo de alteração ocorre então a ocorrência da chamada enxaqueca sem aura, por sinal mais comum. Tais alterações ocorreriam por distúrbios elétricos negativos ao nível do córtex cerebral, em especial na região occiptal, responsável pela visão.

* Tratamento:

O tratamento básicamente destina-se a recompor tais alterações de neurotransmissão: dessa forma, podem ser usados medicamentos preventivamente, ou seja,todo dia, haja ou não crise de dor, como beta-bloqueadores, anti-histamínicos, determinados anticonvulsivantes, bloqueadores de canais de cálcio, etc.
No momento das crises, podem ser usados analgésicos, mas a forma mais precisa de tratar envolve o uso de substâncias vaso constritoras que agem diretamente no receptor de serotonina, em geral pertencentes à categoria dos triptanos.

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