Pesquizadores alertam sobre o medicamento que deve ser receitado pelo médico de forma correta.
Quase um ano após aprovação dada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), começa a comercialização do rimonabanto no Brasil.
O nome comercial é Acomplia, já está em uso nos países da União Européia desde 2006.
O rimonabanto é o primeiro medicamento desenvolvido para atuar no sistema endocanabinóide, ligado ao balanço energético e ao acúmulo de gordura no corpo humano.
No inicio dos anos 1960, cientistas descobriram um sistema de regulação orgânica que é capaz de interferir na quantidade de energia que é ingerida e gasta pelo corpo, agindo sobre o metabolismo da glicose das gorduras.
Os receptores desse sistema estão localizados no cérebro, tecido adiposo, fígado, músculos e tubo digestivo. O mecansimo de atuação dos receptores do sistema endocanabinóide é capaz de modular a entrada de glicose nas células, a produção de gordura no fígado e a sensação de saciedade no tubo digestivo.
* Sinalizadores:
A descoberta dos receptores nas células permitiu a identificação das substâncias químicas que sinalizam como deve funcionar o sistema. Elas são chamadas de agonistas para os receptores CB1 e CB2.
A partir daí, os cientistas começaram a imaginar que uma outra substância poderia bloquear a ação dos agonistas e, assim fazendo, modificaria o padrão de saciedade, diminuindo a ingestão de comida. Ela também atuaria sobre o metabolismo da glicose, ajudando o controle dos níveis de açúcar no sangue, cruciais para os diabéticos. E, além desses fatores, poderia melhorar o perfil de gorduras no sangue das pessoas.
O rimonabanto foi descoberto somente em 1994, e começaram o estudos para avaliar a segurança e eficácia de sua utilização. O objetivo foi comprovar se o bloqueio dos receptores do sistema endocanabinóide poderia melhorar os fatores de risco para doença cardiovascular e diabetes a partir de um melhor metabolismo do açúcar e equilibrando o balanço energético.
* Indicação:
Obesos, que são pacientes que estão com índice de massa corporal igual ou maior a 30 ou pacientes que têm índice de massa corporal acima de 27, porém também apresentam fatores de risco como diabetes tipo 2 ou alterações dos niveis de gordura no sangue.
O medicamento é contra-indicado para pacientes que estejam em depressão ou em tratamento com antidepressivos. Além deles, pessoas com histórico de doenças psiquiátricas devem evitar usar o remédio.
* O custo estimado pelo fabricante deverá ficar em R$ 225 por uma caixa que serve para 28 dias de tratamento.
Não corra riscos, nunca utilize medicação sem orientação médica.
G1.com
terça-feira, 15 de abril de 2008
CHEGA AO BRASIL MEDICAMENTO QUE REDUZ A GORDURA INTRABDOMINAL
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Curiosidades
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