segunda-feira, 31 de março de 2008

APARELHO URINÁRIO E FUNÇÕES DO RIM

O aparelho urinário

- O trato urinário normalmente é formado por dois rins, dois ureteres, uma bexiga e uma uretra. Esta estrutura é mostrada na figura.

- Os rins (normalmente são dois) estão localizados na porção posterior do abdome e suas extremidades superiores estão localizadas na altura dos arcos costais mais inferiores (10­ª a 12ª costelas torácicas).

- O rim direito quase sempre é menor e está situado um pouco abaixo do rim esquerdo. Os rins se movimentam (para baixo e para cima) de acordo com a respiração da pessoa.


- Cada rim tem a forma de um grande grão de feijão.

- Os rins estão envolvidos por uma fina membrana, a chamada cápsula renal. Ao redor deles existe a gordura peri-renal e, acima, estão localizadas as glândulas supra-renais.

- No hilo renal entram e saem uma série de estruturas: a artéria renal, a veia renal, o ureter, os nervos renais e os vasos linfáticos renais.

- O sangue chega aos rins através das artérias renais. As artérias renais originam-se na artéria aorta abdominal. Após circular pelos rins, o sangue retorna à veia cava abdominal através das veias renais. Os rins recebem cerca de 1,2 litros de sangue por minuto, ou seja, cerca de um quarto do sangue bombeado pelo coração. Podemos dizer que os rins filtram todo o sangue de uma pessoa cerca de 12 vezes por hora.

Funções do Rim
- O balanço sadio da química interna de nossos corpos se deve em grande parte ao trabalho dos rins. Embora sejam pequenos (cada rim tem o tamanho aproximado de 10 centímetros), nossa sobrevivência depende do funcionamento normal destes órgãos vitais.

- Os rins são responsáveis por quatro funções no organismo:
* Eliminação de toxinas do sangue por um sistema de filtração;
* Regulam a formação do sangue e a produção dos glóbulos vermelhos;
* Regulam nossa pressão sanguínea;
* Controle do delicado balanço químico e de líquidos de nosso corpo.

Eliminação de toxinas:
- De maneira muito parecida ao trabalho dos filtros, os rins trabalham para conservar o corpo livre de toxinas. O sangue entra nos rins através da artéria renal. Uma vez que o sangue chega aos rins, as toxinas são filtradas para a urina. O sangue limpo volta ao coração por uma veia renal.

Produção de glóbulos vermelhos e formação de ossos:
- A formação de ossos sadios e a produção dos glóbulos vermelhos no sangue necessitam da função normal de nossos rins.

- Em primeiro lugar afetam a formação dos ossos porque regularizam as concentrações de cálcio e de fósforo no sangue e produzem uma forma ativa da vitamina D.

- Em segundo lugar os rins liberam o hormônio chamado de eritropoetina que ajuda na maturação dos glóbulos vermelhos do sangue e da medula óssea. A falta deste hormônio pode causar anemia.

Regulação de pressão sanguínea:
- A pressão alta sanguínea (hipertensão) pode ser a causa ou também o resultado da enfermidade renal. O controle da pressão arterial sanguínea também é uma função dos rins. Estes órgãos controlam as concentrações de sódio e a quantidade de líquido no corpo. Quando os rins falham e não cumprem com estas funções vitais. A pressão sanguínea pode elevar-se e pode ocasionar edema. Os rins também secretam uma substância que se chama renina. A renina estimula a produção de um hormônio que eleva a pressão sanguínea. Quando os rins não funcionam bem se produz renina em excesso e isto pode resultar em hipertensão. A hipertensão prolongada danifica os vasos sanguíneos, causando falha renal.

Controle do balanço químico e de líquido do corpo:
- Quando os rins não funcionam apropriadamente, as toxinas se acumulam no sangue. Isto resulta em uma condição em uma condição muito séria conhecida como uremia. Os sintomas da uremia incluem: náuseas, debilidade, fadiga, desorientação, dispnéia e edema nos braços e pernas.

- Há toxinas que se acumulam no sangue e que podem ser usadas para avaliar a gravidade do problema. As principais substâncias mais comumente usadas para este propósito se chamam uréia e creatinina. A enfermidade dos rins se associa frequentemente com níveis elevados de uréia e de creatinina.


Fonte: Sociedade Brasileira de Nefrologia
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kidney doctor
edited kidney

sexta-feira, 28 de março de 2008

PERDA DE OLFATO PODE SER PRENÚNCIO DO MAL DE PARKINSON

Dificuldade de sentir cheiros ocorre quatro anos antes da doença.

Descoberta pode ajudar a diagnosticar a doença mais cedo. Cientistas descobriram que nos pacientes que desenvolvem a doença de Parkinson o olfato diminui ou mesmo desaparece alguns anos antes. Em uma pesquisa divulgada na última edição da revista "Annals of Neurology", médicos do Havaí conseguiram identificar um sintoma precoce dessa doença, anterior aos problemas motores que a caracterizam.

Foram mais de 2.200 homens acompanhados durante oito anos e que tiveram seu olfato testado no início e no final do estudo. Após a análise dos dados foi possível determinar que a diminuição do olfato naqueles que desenvolveram a doença de Parkinson aparecia quatro anos antes dos sintomas motores.

A doença de Parkinson acontece por causa de destruição de neurônios que ocorre pela formação de agregados de proteínas no interior das células. Mesmo quando os participantes apresentavam algum dos fatores de risco para alterações olfativas como: fumo, alergias respiratórias e alto consumo de cafeína, o risco de desenvolver Parkinson em quatro anos era cinco vezes maior do que nas pessoas que sentiam os cheiros normalmente.

A razão para a precocidade do sintoma olfatório não está determinada, mas os estudos patológicos do cérebro de pessoas que faleceram com Parkinson mostram que as áreas responsáveis pelo sentido do olfato eram afetadas antes de outras regiões.

Os médicos acreditam que a partir desses resultados, protocolos de identificação precoce da Doença de Parkinson possam ser desenvolvidos e ajudar no diagnóstico dessa doença que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.



Fonte: http://g1.globo.com

terça-feira, 25 de março de 2008

ENXAQUECA

A enxaqueca é uma condição clínica por vários graus de dores internas na cabeça. Por vezes uma dor no pescoço ou na cervical é também interpretada como enxaqueca. A enxaqueca resulta da pressão exercida por vasos sanguíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente.
O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos. O termo cefaléia é também utilizado para designar qualquer dor de cabeça, podendo, no entanto, ser uma enxaqueca ou não (de facto, por vezes, a cefaléia ou dor de cabeça pode não ser uma doença mas um sintoma de outra, como um tumor cerebral, uma meningite, um derrame cerebral ou sinusite aguda, etc...).

* Causas:

As cefaléias podem ter varias causas como: tensão da musculatura do pescoço, ombros, crânio e face, hipertensão arterial, problemas neurológicos, disfunção tempromandibular, depressão, ansiedade, etc. A cefaléia mais comum é a do tipo tensional, causada pela tensão dos músculos do pescoço, crânio, face e retração do diafragma. Os motivos para o início de uma enxaqueca são desconhecidos na generalidade e variam de pessoa para pessoa. Algumas pessoas sofrem de enxaqueca quando estão nervosas, inalam algum cheiro forte, com fome, expostas a tensão, ou desidratadas, outras a enxaqueca está relacionada com alergias alimentares (ao chocolate , por exemplo).

* Tipos de Enxaqueca:

Pode-se dividir básicamente a enxaqueca em suas formas ditas com aura e sem aura. A aura seria um fenômeno neurológico específico, como a ocorrência de escotomas, alterações visuais, que em geral precedem em minutos o aparecimento da dor. Nem sempre esse tipo de alteração ocorre então a ocorrência da chamada enxaqueca sem aura, por sinal mais comum. Tais alterações ocorreriam por distúrbios elétricos negativos ao nível do córtex cerebral, em especial na região occiptal, responsável pela visão.

* Tratamento:

O tratamento básicamente destina-se a recompor tais alterações de neurotransmissão: dessa forma, podem ser usados medicamentos preventivamente, ou seja,todo dia, haja ou não crise de dor, como beta-bloqueadores, anti-histamínicos, determinados anticonvulsivantes, bloqueadores de canais de cálcio, etc.
No momento das crises, podem ser usados analgésicos, mas a forma mais precisa de tratar envolve o uso de substâncias vaso constritoras que agem diretamente no receptor de serotonina, em geral pertencentes à categoria dos triptanos.

191C

EPICONDILITE LATERAL


tenis
Epicondilite = inflamação do epicôndilo no úmero.
Lesão que afeta a origem dos tendões extensores do punho na face lateral, ocorre em indivíduos cuja ocupação ou esporte envolve uso excessivo dos extensores do punho ou pronadores do antebraço. Também conhecido como "cotovelo de tenista", a incidência da epicondilite lateral em tenistas constitui uma pequena proporção em ralação àqueles que desenvolvem epicondilite lateral.
Daqueles que jogam tênis, 30% a 50% sofrerão um episódio de epicondilite lateral. Outras atividades não esportivas tais como quem trabalha com computadores, carpinteiros, pedreiros, do lar comumente resultam em epicondilite lateral.
Esta afecção ocorre mais comumente no braço dominante (o que escreve) dos pacientes de meia idade (tendo seu pico de incidência entre os 40 e 50 anos). A incidência é maior em mulheres e ocasionalmente bilateral (dos dois lados).
O termo "tendinite", quer dizer uma condição inflamatória.
Disfunções cervicais (cervicalgias, uncoartrose, estreitamento do canal intervertebral, alterações posturais, etc...) também podem contribuir para sintomas de epicondilite lateral.
O diagnóstico fisioterapêutico requer um completo exame no quadrante superior do corpo.A intervenção freqüentemente inclui estratégias para aliviar a dor, controlar a inflamação, promover o restabelecimento das estruturas articulares, melhorar a mecânica da articulação e restabelecer o equilíbrio muscular.

Sintomas: epicondilite começa como uma ligeira impressão dolorosa, geralmente localizada na face externa do cotovelo e que se estende pelo terço proximal da face externa do antebraço. Se o esforço repetitivo for continuado, principalmente na região do antebraço em sobrecarga, a área atingida torna-se dolorosa ao toque e a dor pode irradiar para baixo até ao punho. Levantar quaisquer objetos, especialmente com o antebraço estendido, torna-se muito doloroso e quase impossivel, mesmo que tenham pouco peso. Gestos de rotação do membro, como o de abrir a maçaneta de uma porta, etc...

Se os sintomas não melhorarem dentro de 3 a 4 semanas, procure um ortopedista, retirar ou minimizar a causa da afecção o esforço repetitivo ou a sobrecarga local, antiinflamatórios, imobilização em alguns casos e ou Fisioterapia.


elbow

segunda-feira, 24 de março de 2008

PREVENÇÃO DE LESÃO MUSCULAR

O condicionamento do tecido conectivo no músculo pode reduzir grandemente a incidência de lesão. O tecido conectivo responde à carga tornando-se mais forte. Contudo, o fortatecimento do tecido conectivo ocorre mais lentamente que o fortalecimento do músculo. Assim, um trabalho de base envolvendo cargas baixas e altas repetições deve ser instruído por três a quatro semanas no início de um programa de força e condicionamento para iniciar o processo de fortalecimento do tecido conectivo antes que a força muscular seja aumentada.
Diferentes tipos de treinamento influenciam no tecido conectivo de modos diferentes. O treino de resistência a fadiga parace aumentar o tamanho da força tensiva de ligamentos e tendões. O treino com piques melhora o peso e espessura dos ligamentos, o uso de cargas pesadas fortalece as bainhas musculares estimulando a produção de colágeno. Quando um músculo produz uma contração voluntária máxima, somente 30% da força tensiva máxima do tendão é usada. A porcentagem restante serve como um excesso para condições de carga dinâmica muito elevada. Se essa margem for excedida, ocorre lesão muscular.
Na prevenção de lesão muscular são a inclusão de aquecimento antes de iniciar rotinas de exercício, o desenvolvimento de um programa de força progressiva, e atenção ao equilíbrio entre força e flexibilidade no sistema músculo esquelético.
A indentificação precoce de sinais de fadiga também ajuda a prevenir a lesão caso sejam tomadas medidas corretivas.


Tecido Conectivo = O tecido conjuntivo ou tecido conectivo é caracterizado por células em baixa quantidade, separadas por uma grande quantidade de substância intersticial (ou intercelular), produzida pelas próprias células do tecido. Tem como função o estabelecimento e manutenção da forma do corpo, a ligação entre os demais tecidos e o preenchimento dos órgãos.

AEROBICS

quinta-feira, 20 de março de 2008

GINKGO BILOBA

Ginkgo biloba, é uma das árvores mais antigas que se tem notícia, com registros fósseis datando de mais de 250 milhões de anos atrás. Charles Darwin se referiu à ginko biloba como "fóssil vivo" e ilustrações da época dos dinossauros freqüentemente incluem árvores de ginkgo biloba.

Por um tempo, foi considerada extinta, mas redescoberta no século XVII no Japão. Sementes foram levadas para a Europa e mais tarde, para a América do Norte e hoje é possível encontrar árvores de ginkgo biloba no mundo inteiro. Uma das características da ginkgo biloba é sua extrema resistência a fatores ambientais adversos como poluição, pragas, poluição e até mesmo resistência à radioatividade. Por esse motivo, pode ser usada como decoração em áreas urbanas.


folha de ginkgo

Uso Medicinal do extrato de Ginkgo Biloba

Estudos indicam que o extrato de ginkgo biloba feito a partir das folhas podem ser usados para:

  • melhorar o fluxo sangüíneo para os tecidos e órgãos,
  • combater a danificação de células pelos radicais livres, agindo como antioxidante natural,
  • evitar a agregação plaquetária, que está relacionada com o desenvolvimento de problemas cardiovasculares, respiratórios, renais e problemas no sistema nervoso.

Na medicina tradicional chinesa, as folhas de ginkgo biloba são usadas para combater vários problemas de saúde como asma, bronquite, problemas de perda de audição, tuberculose, deficiência circulatória, perda de memória, dor de estômago, problemas de pele, ansiedade entre outros.


árvore de ginkgo no outono



www.dietaesaude.org

domingo, 16 de março de 2008

VALORES DE GLICEMIA PARA O DIAGNÓSTICO DE DIABETES



Aqui você fica informado sobre quais são os critérios diagnósticos da Associação Americana de Diabetes e endossados pela SBD.

  • Normal: glicemia de jejum entre 70 mg/dl e 99mg/dl e inferior a 140mg/dl 2 horas após sobrecarga de glicose.
  • Intolerância à glicose: glicemia de jejum entre 100 a 125mg/dl.
  • Diabetes: 2 amostras colhidas em dias diferentes com resultado igual ou acima de 126mg/dl. ou quando a glicemia aleatória (feita a qualquer hora) estiver igual ou acima de 200mg/dl na presença de sintomas.
  • Teste de tolerância à glicose aos 120 minutos igual ou acima de 200mg/dl.


*Bibliografia:* American Diabetes Association. Standards of Medical Care in Diabetes. Diabetes Care 28:suplemento 1, janeiro,2005**




quinta-feira, 13 de março de 2008

O EDEMA PRODUZIDO POR DEFEITO DE DRENAGEM


Sistema de drenagem linfática


O edema decorrente do aumento do aporte líquido.
A patologia
linfática começa com defeito de drenagem.
O defeito de drenagem leva ao
linfedema.
A
agenesia ou hipoplasia de origem hereditária ou adquirida, são fatores que explicam a formação do edema.
O
edema pode aparecer após traumatismos mesmos leves que criam um desequilíbrio momentâneo que apresentará dificuldade de reabsorção.
A incontinência valvular com estase ou refluxo, congênita ou adquirida, leva a rede linfática revelar insuficiente para drenar o líquido intersticial excessivo. Toda incontinência valvular terá como efeito a frenagem da drenagem e a produção de um fenômeno de refluxo a montante da linfa no momento da fase contrátil do linfângio ou quando a pressão contígua deprimir o linfático.
A
obstrução linfática de origem infecciosa, neoplásica, pós-cirúrgica, pós-irradiações aos raios X ou de outra origem, a obstrução linfática representará uma barreira à evacuação normal da linfa. Se a circulação colateral linfática consegue suprir a insuficiência de drenagem, ela ocorre de forma espontânea, somente após o aumento de pressão local será ligada diretamente a formação do edema.

Leduc



quarta-feira, 12 de março de 2008

Coluna Vertebral



A) Coluna Cervical (Lordose cervical);
B) Coluna Torácica (Cifose torácica);
C) Coluna Lombar (Lordose lombar);
1) Corpo Vertebral;
2) Disco Intervertebral;
3) Raiz Nervosa.

A Coluna Vertebral é dividida em regiões que se chamam Coluna CERVICAL (pescoço) Coluna TORÁCICA (tórax) coluna LOMBARSACRO e COCCIX.
A Coluna quando vista de lado mostra curvaturas que lembram a de um "S".
Existe uma Lordose Cervical, uma Cifose Torácica e uma Lordose Lombar.