segunda-feira, 28 de julho de 2008

ATIVIDADE FÍSICA É BOM PARA GESTANTE TAMBÉM PARA O BEBÊ

Durante muito tempo a gestação era um período de inatividade para as mulheres que eram orientadas a evitar as academias ou mesmo atividades como caminhadas ou natação. Segundo o presidente da Associação Alemã de Ginecologia, Christian Albring, a prática de exercícios, desde que liberada pelo obstetra, deve fazer parte da vida da gestante.

* Os exercícios indicados:

A quantidade e o tipo de atividades devem ser adequados ao período da gravidez e ao condicionamento físico prévio da mulher. As atividades de impacto e os esportes competitivos não são indicados às grávidas.Especialmente esportes que envolvam movimento súbitos e aumentos repentinos da frequência cardíaca.

A natação em água com temperatura acima dos 20 graus parece ser a melhor opção, a flutuação do corpo alivia a sobrecarga de peso sobre as articulações. Outra característica interessante das atividades aquáticas é o fato de que a frequência cardíaca não se eleva de forma súbita durante uma sessão de natação, por exemplo.

Esteiras, bicicletas e aparelhos aeróbicos. O uso desses equipamentos pelas grávidas permite que intensidade do esforço seja ajustada individualmente. Acompanhada pelo monitoramento da freqüência cardíca durante o esforço, permite que os limites estabelecidos no planejamento da sessão de exercícios não sejam ultrapassados.

Outra área que sofria limitações até pouco tempo era a musculação para grávidas. Os exercícios de resistência utilizando pesos não estão proibidos para as gestantes. A carga de peso utilzada deve ser diminuída e deve-se selecionar os grupamentos musculares exercitados.

O abdomen obviamente deverá ser poupado, porém trabalhar pernas e braços não apresenta problemas.

A única atividade física realmente probida às grávidas é o mergulho com garrafas. Existe uma correlação direta entre essa atividade e o aparecimento de deformidades fetais.

Se existe uma recomendação geral sobre o tema essa deve ser de que as gestantes devem utilizar a sensação de conforto como medida de segurança.

O aparecimento de qualquer sintoma, tal como, alterações de visão, dor de cabeça, nausea ou vertigem deve levar a grávida a discutir com seu médico sobre os exercícios praticados.

CBN

segunda-feira, 7 de julho de 2008

"HORMÔNIO DA FOME" TEM EFEITO ANTIDEPRESSIVO, DIZ ESTUDO


Testes em cobaias mostram que hormônio pode ter papel sobre comportamento.

Níveis altos de grelina, o chamado "hormônio da fome", podem ter efeito antidepressivo, segundo um estudo de cientistas americanos publicado na revista especializada Nature Neuroscience.

A grelina é liberada na corrente sangüínea pelo estômago vazio e levada até o cérebro, onde provoca a sensação de fome.

O estudo concluiu que camundongos com alto nível do hormônio apresentavam menos sinais de depressão e ansiedade.

Cientistas acreditam que o tratamento com o hormônio ou com algum remédio que controle seus efeitos poderia ajudar tanto as pessoas que sofrem de falta de apetite - pacientes de câncer, por exemplo - como aqueles que comem muito.

Restrição de calorias:

Neste estudo, o pesquisador Jeffrey Zygman, do centro médico UT Southwestern, em Dallas, e sua equipe, restringiram a ingestão de alimentos dos camundongos por 10 dias, fazendo com que os níveis de grelina das cobaias quadruplicassem.

Em comparação aos camundongos que tinham livre acesso aos alimentos, os camundongos com restrição de calorias demonstraram menores níveis de depressão e ansiedade quando submetidos a labirintos e outros testes de comportamento.

A equipe também observou camundongos que tinham sido geneticamente modificados para não responder ao hormônio.

Quando eles passaram por uma dieta de restrição calórica, não foi notado o efeito anti-depressivo ou anti-ansiolítico da grelina.

Os cientistas observaram o mesmo resultado quando aumentaram os níveis da grelina nas cobaias através do estresse.

Os camundongos que não conseguiam responder ao hormônio apresentaram níveis mais altos de depressão e ansiedade que camundongos normais.

Evolução:

"Nossa descoberta com os camundongos sugere que o estresse crônico faz com que os níveis de grelina subam, e que o comportamento associado a depressão e ansiedade diminui quando o nível da grelina sobe", disse Zygman.

"Um triste efeito colateral, no entanto, é o aumento da ingestão de alimentos e de peso", disse ele.

Segundo o pesquisador, o resultado faz sentido em termos evolutivos, já que seria mais vantajoso para animais caçadores permanecer calmos em tempos de fome, para conseguir encontrar comida.

Os pesquisadores agora esperam estudar o efeito antidepressivo do hormônio em condições como a anorexia.

O professor Stephen Bloom, especialista em regulação de apetite do Imperial College of London, disse que faz sentido acreditar que a grelina tenha impacto sobre outras áreas comportamentais além da fome, mas afirmou que são necessários novos estudos antes que se confirme que um hormônio liberado no estômago tem efeito sobre o humor.

Fonte: BBBC BRASIL

Imagem 3 fonte: Rev. Nutr. v.19 n.1 Campinas jan./fev. 2006